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terça-feira, 8 de novembro de 2016

O melhor amigo do homem

A domesticação do cachorro (canis lupus familiaris) já ocorre há mais de 30.000 anos, segundo estudos genéticos de fragmentos de uma mandíbula de um cão lobo que fora encontrado, com mais de 35.000 anos. Algumas estimativas anteriores, com base em DNA, sugerem que os ancestrais comuns dos cães modernos haviam divergido de lobos, há 16.000 anos, após a última idade do gelo.
Um conjunto de fatores justifica a escolha dos nossos antepassados por esta espécie, e é possível que tenham ocorrido tentativas para domesticar outros animais, mas que não obtiveram êxito. Para alcançar a domesticação, primeiramente, é necessário um marcante comportamento social e gregário do animal, além da habilidade em estabelecer vínculos e da capacidade de interagir socialmente durante todos os períodos do ano e não apenas em algumas estações.
Muito além disso, houve também uma adaptação evolutiva com todos os resultados anatômicos e comportamentais. Estudos realizados acerca da sequência genética canina mostram que existem diferenças significativas entre o cachorro doméstico e o seu antecessor, o qual conhecemos como lobo.
Apesar dessas diferenças, é fácil estabelecer paralelos comportamentais. Vários aspectos do comportamento de um lobo são perfeitamente visíveis em cães, o que recorda a sua vida selvagem. Um belo exemplo disso é a posição típica e muito tensa de um cão durante a caça, o que é nada além do que uma herança de seu passado lupino. Ou seja, quando um cão espreita um alvo, ele se detém no exato momento que o detecta. Ele assume por alguns instantes uma postura de tensão nervosa típica, que pode ser percebida pela elevação e pela tensão de uma das patas anteriores, para que possa ser executado um salto brusco.

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